Estudantes de graduação dos cursos de Educação Física e Fisioterapia da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) apresentaram na segunda e terça-feira, 29 e 30, sua produção em pesquisa durante o 24º Seminário de Iniciação Científica da Udesc, no auditório do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (Cefid), unidade da Udesc no Bairro Coqueiros, em Florianópolis.

Para o diretor de Pesquisa e Pós-graduação da Udesc Cefid, professor doutor Fabrizio Caputo, a qualidade dos trabalhos apresentados foi excelente. “As apresentações atingiram seu objetivo de estimular nesses alunos a produção científica e encurtar o caminho para a formação de pesquisadores”, avalia Caputo. O seminário é realizado em vários centros da universidade, mostrando e avaliando os trabalhos dos bolsistas de iniciação científica.

Os estudantes apresentaram trabalhos sobre desenvolvimento infantil, reabilitação pós-câncer, patinação, paraplegia e hemiparesia, reabilitação cardiopulmonar e metabólica, caminhada, pilates, artrite reumatoide, disfunções temporomandibulares, paralisia cerebral, atividade física em mulheres, fibromialgia, tempo de reação, obesidade entre adolescentes, sono e atividade física, Alzheimer, incontinência urinária, envelhecimento ativo, perfil de atletas e bailarinos, Parkinson e treinamento esportivo, entre outros temas.


O seminário se encerrou com uma palestra nesta terça-feira, 30, do professor doutor Valmor Tricoli, da Universidade de São Paulo (USP). Ele conversou com os alunos sobre “Biópsia muscular e Treinamento de Força: Método e Resultados Recentes”. O grupo de Tricoli na USP foi o primeiro na área de educação física no Brasil a adotar e desenvolver o método de biópsia muscular para estudar o treinamento de força em seres humanos.

Tricoli contou a história de como o grupo dele na USP tornou-se o pioneiro a usar no Brasil o método já comum no exterior. Falou das dificuldades enfrentadas para obter fomento, equipamentos , vencer burocracias e convencer comitês de ética de que o trabalho poderia ser feito no Brasil de forma segura e legal. O método ajuda a investigar como a atividade dos músculos faz ou deixa de fazer a síntese de proteínas, com implicações no treinamento de força e no estudo de doenças que levam à atrofia muscular.

Com toques de humor e otimismo, o professor Valmor Tricoli despertou o interesse dos graduandos na pesquisa, que participaram com perguntas sobre o trabalho. O contato com detalhes de uma experiência como essa amplia os horizontes dos alunos de graduação, na visão de Fabrizio Caputo. “Eles veem que existe a possibilidade de usar um método que nunca tinha sido utilizado no país, que é possível ampliar as possibilidades de investigação, de entender melhor como mecanismos do corpo funcionam, e isso os estimula a pesquisar”, explica o diretor.


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Assessoria de Comunicação
da Udesc Cefid

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