Vanderlei Faria / SECOM Cascavel Pr
A Superintendência de Vigilância em Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), informa que está em contato com o Ministério da Saúde e com a Secretaria de Saúde do Paraná, monitorando o caso suspeito de ebola identificado em Cascavel (PR).

O Ministério da Saúde e outros órgãos, como a Polícia Federal, estão avaliando o itinerário cumprido pelo paciente desde sua chegada ao Brasil. Informações preliminares indicam passagem por Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, entre os dias 21 e 23 de setembro, período anterior ao início dos sintomas e dentro do período de incubação. Durante o período de incubação, não há transmissão, portanto pessoas que eventualmente tenham entrado em contato com o paciente antes do início dos sintomas não correm o risco de ter contraído a doença.

O paciente, proveniente da Guiné, apresentou o sintoma de febre no dia 8 de outubro, procurando a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cascavel, no dia 9 de outubro. Como estava dentro do período de incubação da doença (21 dias), foi considerado como caso suspeito de Doença pelo Vírus Ebola. Todas as providências previstas no plano de contingência federal foram tomadas.

Desde que a Organização Mundial de Saúde lançou o alerta epidemiológico internacional para o surto de Ebola, a Secretaria de Estado da Saúde de SC elaborou um plano de contingência estadual envolvendo todos os níveis de gestão do SUS, e emitiu um alerta a todos os profissionais de saúde. O tema foi discutido em videoconferências com a participação das equipes das Gerências Regionais de Saúde, Secretarias Municipais, unidades de Saúde, hospitais de referência, SAMU e responsáveis por portos, aeroportos e fronteiras (Anvisa).

Ressaltamos aqui a definição de caso suspeito de ebola: “Indivíduo procedente, nos últimos 21 dias, de país com transmissão disseminada ou intensa de Ebola (Libéria, Guiné e Serra Leoa) que apresente febre de início súbito, podendo ser acompanhada de sinais de hemorragia”.

Em caso de suspeita, as autoridades sanitárias do município e Estado devem ser comunicadas imediatamente. Dessa forma, será acionado o plano de contingência estadual, alinhado ao plano federal.

As equipes do SAMU e dos hospitais de referência (Nereu Ramos, para adultos; e Infantil Joana de Gusmão, para crianças) estão treinadas e equipadas para promover o transporte e isolamento do paciente, e todas as unidades de saúde estão em alerta para identificação precoce de suspeitos que atendam a definição de caso.



Ana Paula Bandeira 
Secretaria de Estado de Saúde/SC

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