Em sua terceira edição o concurso selecionou seis projetos

Cantigas de roda, música dos povos indígenas e africanos, curiosidades sobre as cobras, mistérios do universo, experiências cientificas e os transtornos alimentares. Foram com estes temas que os autores dos projetos, profissionais da rede municipal de ensino, ganharam o “Prêmio Professor Nota Dez”.

Realizado pela Secretaria de Educação da capital, em parceria com a Câmara de Vereadores, a iniciativa está em sua terceira edição. Este ano seis projetos foram finalistas. Além de conceder medalha e diploma, o Nota Dez vai permitir aos vencedores a participação gratuita em feira, seminário, congresso ou evento similar na área da Educação em território nacional. A data do evento de premiação ainda será confirmada.

 Na área da educação infantil os vencedores foram Mariana de Oliveira Mendes ,  da Creche Vila Cachoeira;  Sirlei de Oliveira, da Creche Franklin Cascaes; e Fabiana Duarte, da Creche Poeta João da Cruz e Sousa. No ensino fundamental ganharam Rodrigo Cantos Savelli Gomes, da Escola Antônio Paschoal Apóstolo; Dinara Costa Castilhos, da Intendente Aricomedes da Silva; e  Dirciane Schimith Dalagnol, da Virgílio dos Reis Várzea.

A condecoração é uma forma de reconhecer o trabalho dos professores que se empenham na melhoria da qualidade da educação, seja na realização de experiências educativas, inovadoras e transformadoras, seja na atuação do atendimento aos alunos, ou na representação dos valores da prefeitura, como respeito aos servidores, comportamento ético e capacidade profissional. Foram aceitos trabalhos nas modalidades individual e coletiva.
Cantar e brincar

Vamos cantar? Esse é título do projeto que levou a professora Mariana de Oliveira Mendes, da Creche Vila Cachoeira, no bairro Saco Grande 2, a receber pela terceira vez o “Prêmio Professor Nota Dez”. A educadora percebeu a animação da turminha formada por 15 crianças, de 2 e 3 anos, quando perguntava se os pequenos queriam cantar ou ouvir um conto. A ideia foi criar CD’s com história e músicas interpretadas pelas crianças.

A música da África

Outro projeto que se destacou foi o do professor Rodrigo Cantos Savelli Gomes, da Escola Básica Municipal Antônio Paschoal Apóstolo, no Rio Vermelho. Com o título “A experiência do brincar com o fazer artístico: desvendando o universo musical dos povos indígenas e africanos”, buscou desenvolver nas crianças a capacidade de compreensão e expressão das diversas manifestações musicais. Para isso, houve contação e criação de histórias envolvendo as origens, mitos e usos dos instrumentos e a prática musical dos povos indígenas, africanos e afro-brasileiros.

Conhecendo as cobras

Com o projeto “pequenos herpetólogos conhecedores de cobras”, a educadora Sirlei de Oliveira, da Creche Franklin Cascaes, em Ponta das Canas, também faz parte do time de professores nota dez. A profissional trabalhou a música “A cobra não tem pé” e realizou com a criançada, de cinco e seis anos, diversas atividades, como a brincadeira de cobra cega e um passeio a um serpentário no Complexo Ambiental Cyro Gevaerd Zôo em Balneário Camboriú, para sanar as duvidas dos pequenos sobre o animal.

Viajando pelo universo

Os pequenos de 4 e 5 anos, da Creche Poeta João da Cruz e Sousa, em Areias do Campeche, queriam saber sobre os planetas, astronautas e o universo. Para ajudar a criançada a buscar respostas a professora Fabiana Duarte criou o projeto “Olhos do universo”, que entre as atividades realizadas estava a visita ao planetário da Universidade Federal de Santa Catarina e a construção de um sistema solar pelas próprias crianças. A obra “O menino e a lua”, de Ziraldo, e episódios do filme “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, e “Visita ao céu”, do Sitio do Pica Pau Amarelo, de Monteiro Lobato, foram trabalhados.

Experiência de sucesso

Dinara Costa Castilhos, da Escola Básica Municipal Intenente Aricomedes da Silva, na Cachoeira Bom Jesus, foi outra professora a conquistar o prêmio. Com o projeto “Metodologia Cientifica”, a educadora, que é responsável pelo laboratório de ciências, estimula o uso dos laptops educacionais para que os alunos pesquisem e sugiram experimentos que são colocados em prática pelos alunos. Entre os objetivos da iniciativa está incentivar a observação e a formulação de hipóteses, além de aprimorar a leitura e a interpretação dos alunos entre 11 e 14 anos.

Alimentando o conhecimento

Finalizando a turma de professores nota dez está Dirciane Schimith Dalagnol, da Escola Básica Municipal Virgílio dos Reis Várzea, em Canasvieiras. Através do projeto “Transtornos Alimentares: Uma produção audiovisual”, os estudantes elaboraram roteiros, planos de filmagem e gravaram vídeos sobre os temas anorexia, bulimia, obesidade ou desnutrição. O trabalho teve a finalidade de estimular os estudantes a buscarem a aprendizagem por meios próprios, além de proporcionar o conhecimento da linguagem audiovisual e valorizar a criatividade.


Ricardo Medeiros
Jornalista Graduado SC 00293

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