Foto: Neiva Daltrozo / Secom
O governador em exercício, Nelson Schaefer Martins, disse hoje durante entrevista coletiva que convidou o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para participar do grupo de trabalho, formado pelo secretário de Estado da Segurança Pública; César Grubba, o delegado-geral da Polícia Civil; Aldo Pinheiro d'Ávila, e o comandante geral da Polícia Militar; Valdemir Cabral, que discute as ações de combate à criminalidade em Santa Catarina.

No encontro, a cúpula da Segurança Pública analisa as possíveis medidas que serão tomadas nas próximas horas a fim de conter os ataques de criminosos que vêm sendo realizado em Santa Catarina há uma semana.

Schaefer afirmou que "o que está causando toda essa situação é, principalmente, o sufoco econômico que nós impusemos à criminalidade em nosso Estado". Ele ainda informou que é preciso esclarecer a população que a força policial do Estado tem controle da situação, mas que diante da repetição dos ataques é necessária essa atuação em conjunto com o governo federal.


De acordo com o governador em exercício, desde o início dos atentados, a cúpula da segurança pública do Estado e o serviço de inteligência das polícias estão mobilizados no monitoramento das ações criminosas no sentido de identificar os envolvidos e evitar novos ataques. “São ocorrências imprevisíveis, mas, graças a esse trabalho conseguimos conter pelo menos outros nove casos”.
Segundo o governador em exercício, também é importante destacar que a cada nova ação dos bandidos há uma resposta rápida da polícia na busca e na captura dos suspeitos. “Já efetuamos 44 prisões e já identificamos mandantes dos crimes de dentro e de fora das penitenciárias. Agora, com a ajuda do ministro da Justiça, faremos o encaminhamento adequado”, afirma Schaefer.
A principal linha da investigação, que apura os possíveis motivos da nova onda de atentados no Estado, aponta para uma resposta dos criminosos ao trabalho da polícia na desarticulação de organizações criminosas. Entre as principais ações no combate à criminalidade, estão o aumento do número de apreensões de drogas e armas. Segundo dados da secretaria de Estado da Segurança Pública, as apreensões de armas de fogo realizadas pelas polícias Civil e Militar passaram de 1.240, em 2011, para 2.671 em 2014. Entre o material recolhido estão revólveres, pistolas, espingardas, garruchas, fuzis, rifles, granadas, carabinas e metralhadoras. Além disso, em três meses, também foram apreendidas três toneladas de drogas.

“Sufocamos o suporte econômico das organizações criminosas e, infelizmente, esse trabalho resultou nessa resposta violenta ao nosso Estado. Permaneceremos firmes na retomada da ordem e da tranquilidade, porque a população não está e não vai ficar nas mãos dos criminosos”, finaliza Schaefer.

Francieli Dalpiaz 
Assessoria de Imprensa Secom
Secretaria de Estado de Comunicação - Secom

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