Foto: Divulgação
Assuntos fazem parte das feiras de Matemática e Ciências da rede municipal de ensino que ocorre nesta segunda-feira

Será que a Matemática pode ser trabalhada de maneira mais divertida? E se além do giz e do quadro, os estudantes saíssem da sala de aula e enxergassem os números em prédios, ruas e até mesmo em pontos turísticos da cidade?

Também seria interessante se as aulas de Ciências fossem o ponto de partida para a criação de projetos de reciclagem e debates sobre a prevenção de uma gravidez indesejada na adolescência.
É com essas ideias diferenciadas que ocorrerá a II Feira Municipal e Regional Matemática, II Feira Municipal de Ciências e III Feira Regional de Matemática, nesta segunda-feira, 29, na Escola Básica Municipal Herondina Medeiros, nos Ingleses.

 O evento, que começará às 8h30 e se estenderá até as 16h30, terá a exposição de 58 estandes de crianças da educação infantil e ensino fundamental, além de representantes de universidades. São esperadas em torno de 3 a 4 mil pessoas, entre alunos, professores e familiares.
Conheça alguns projetos que serão apresentados no dia:


Matemática através da cultura açoriana

Diferentes peças coloridas e em formatos variados deram vida à ponte Hercílio Luz e ao Mercado Público de Florianópolis nas aulas de Matemática de Márcia Regina. A professora, que atua na Escola Básica Municipal Herondina Medeiros Zeferino, nos Ingleses, desenvolveu com os alunos dos sextos, sétimos e oitavos anos o projeto “Atto – uma possibilidade para a exploração da arquitetura açoriana e dos elementos geométricos”.

As maquetes foram constituídas a partir do Atto Educacional, brinquedo educativo formado por peças de plástico que se encaixam e que podem resultar em diferentes combinações, por alunos com idades entre 11 a 14 anos. “Nos nossos encontros ‘construímos’ também a igreja de Santo Antônio do Lisboa. A proposta foi contar um pouco a respeito da história de Ilha e seus pontos turísticos, a partir da implementação de conceitos matemáticos”, comenta Márcia.

Segundo a professora, a utilização do jogo auxiliou em um aprendizado mais divertido para os alunos, que ousaram na imaginação e criatividade para concluir os projetos.

Projeto ajuda a prevenir gravidez na adolescência
Os alunos dos oitavos anos da Escola Básica Municipal Maria Tomázia Coelho, no Santinho, trabalharam nas aulas de Ciências da professora Simone Carpes o projeto: “Adolescência e Gravidez: duas palavras que não rimam!”

Segundo a Organização Mundial da Saúde no Brasil, 25 mil meninas entre 10 e 14 anos deram à luz em 2011 e 440 mil jovens entre 15 e 19 anos tiveram gestações não planejadas. Além disso, conforme a estatística, 21,5% dos partos são feitos em mulheres com menos de 20 anos.

Para conscientizar os estudantes desses fatos e mostrar as dificuldades de uma gravidez precoce, foi realizada a vivência de uma gestação. A professora Simone conversou com os adolescentes sobre as mudanças que ocorrem no corpo humano, desde o nascimento até a velhice.

Após aprenderem a respeito do sistema genital masculino e feminino, os alunos exploraram todas as fases da gestação de um bebê, das etapas da fecundação e do desenvolvimento do feto.

Para que a experiência fosse ‘sentida na pele’, os alunos foram divididos em duplas, casais, e individualmente. Cada um desenvolveu uma barriga, confeccionada com tecido, para imitar a gestação. A partir dela, foram colocados enchimentos que representaram o crescimento do bebê.
 “Também conversamos sobre os métodos contraceptivos, buscando alternativas eficientes e seguras para evitar uma gravidez não planejada”, lembra Simone.

De acordo com a profissional, o projeto proporcionou aos adolescentes uma reflexão sobre as dificuldades de uma gravidez prematura, além de ensinar os cuidados que devem ser tomados com o próprio corpo.

Reciclagem na Escola

No laboratório de Ciências da Escola Básica Municipal Almirante Carvalhal, em Coqueiros, os alunos da unidade aprendem a importância da reciclagem.
 Das 250 mil toneladas de lixo produzidas diariamente no Brasil, 26% correspondem ao descarte de papel e papelão. Ao analisarem esses dados, a turma do terceiro ano da instituição decidiu recolher folhas de papel que seriam descartadas.

Para ajudar a diminuir o volume de lixo, foram colocadas caixas em todas as salas de aulas para serem depositados os papéis que não seriam utilizados.
Com a orientação da professora Rafaela de Moura, os estudantes realizaram o passo a passo da reciclagem das folhas para se obter novos papéis.
“Através do trabalho, os alunos pesquisaram e assistiram vídeos a respeito do tema. Aprenderam sobre a técnica da reciclagem do papel e participaram de roda de conversa a respeito de alternativas para reduzir, reutilizar e reciclar o que produzimos no nosso dia a dia”, completa Rafaela.

O resultado do projeto poderá ser visto nas feiras de Ciências e Matemática, sendo os representantes do estante a dupla Theo Pereira e Gabriela Marques, de 8 anos.


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