Foto: Divulgação

Nascida no Rio Grande Sul, Adélia Domingues veio para Florianópolis há 20 anos e decidiu retomar os estudos para poder escrever uma autobiografia, ainda não finalizada. Para concretizar o projeto matriculou-se na Educação de Jovens, Adultos e Idosos da Secretaria Municipal de Educação. Aos 81 anos, nas horas vagas é cantora. Na abertura do Ecofestival da rede de ensino, evento que será realizado até esta quinta-feira, no SESC Cacupé,  ela entoou o Rancho do Amor à Ilha, que é o hino de Florianópolis, ao lado de alguns colegas de aula, acima de 65 anos,  e do violão do professor de música André Marcelino .

“Deixei de ir à ginástica hoje para estar aqui ao lado da minha turma. É muito bacana cantar para essas crianças e pais que estão prestigiando as apresentações. A energia está super positiva no auditório”, comentou Adélia.

A abertura do XI Ecofestival contou também com a entrada da Tocha da Paz. o símbolo representa a amizade, amor e a solidariedade que diariamente deve ser praticada por todos. A tocha foi carregada pelos alunos, do 5º ano, Thiago Nascimento, da Escola Municipal Henrique Veras (Lagoa da Conceição), e Laila Castanheira, da Escola Municipal Adotiva Liberato Valentim (Costeira do Pirajubaé).

Dedicação e resultado

A secretária da Educação, Maria José Brandão, assistiu às apresentações da manhã desta quarta-feira. Ela comentou a importância do Ecofestival para os professores e escolares. “É lindo demais ver todos aqui hoje. Após tanta dedicação, podemos assistir o resultado no palco com  belíssimos trabalhos e prestigiá-los com nossos aplausos”, completa.

Para a coordenadora do evento, Sueli Amália de Andrade, “é gratificante ver a alegria de cada criança e estudante para apresentar os projetos desenvolvidos nas escolas”.

“Natureza é vida, vida que há em nós”
Ao som da música ‘A grande história’, do grupo Palavra Cantada, as crianças do Núcleo de Educação Infantil Coqueiros encantaram todos ao encenarem a peça teatral ‘Juju vai viajar: o ciclo da água’. 

Os pequenos, com idades entre 5 e 6 anos, pintaram os rostos e vestiram os figurinos para contar as viagens de uma gota de água chamada Juju. Evaporada pelo sol, a gotinha cai em forma de chuva e passeia por diversos lugares. A alusão da narrativa é contar aos pequenos como ocorre o processo de transformação dos líquidos no planeta Terra.

Valsa da primavera

Trajadas com tutus cor de rosa e azul, saia de tule com várias camadas, 70 bailarinas da Escola Básica Municipal Adotiva Liberato Valentim rodopiaram pelo palco ao dançarem a Valsa da Primavera. A apresentação foi para anunciar que a estação das flores inicia nesta quinta-feira, 22.

As alunas, com idades entre 6 e 10 anos, foram treinadas pela professora de dança Sandra Maria, que atua na instituição há 7 anos. Também foram apresentados pelo grupo os espetáculos de balé clássico “Bailarina na Caixinha” e “Ciranda da Bailarina”.
“Estou muito feliz por estar aqui hoje. Ensaiamos bastante! Espero que todo mundo tenha gostado das nossas coreografias”, diz Camila Pissolato, de 7 anos.


Ainda não acabou!

Até ao fim do dia haverá mais apresentações de dança, música e teatro, como da Escola Básica Municipal Luiz Cândido da Luz, localizada na Vargem do Bom Jesus, que apresentará a peça “Defensores da Natureza”. As atividades no Sesc Cacupé se estendem até 16h30.

Os interessados também poderão participar do festival no Centro de Educação Continuada. Às 18h30 haverá a exposição de atividades dos núcleos da EJA, Educação de Jovens, Adultos e Idosos. 

Nesta quinta-feira, 22, as atividades iniciam a partir das 8h30 até às 16h10 no SESC Cacupé. No CEC, os trabalhos começam às 8h e se estendem até 19h.

Rap da Sustentabilidade

Nesta quinta-feira à noite, o Núcleo da EJA Leste, do Rio Vermelho, irá ao CEC apresentar a música “Rap da Sustentabilidade”. Desenvolvida pelos alunos Caio e Franciele, a canção tem como base o tema do Ecofestival desse ano: “Nossa casa, nossa escola: construindo a sustentabilidade”.

 O gênero musical foi escolhido nas aulas do professor Fábio Ramos, através de uma pesquisa realizada por um aluno a respeito da rap no Brasil. “Aproveitamos o contexto do gênero musical para compor a canção”, explica Fábio.


O que visa o Ecofestival?

Organizado pela Gerência de Programas Suplementares, o festival busca incentivar a formação continuada, desenvolver a consciência, a atitude e a postura socioambiental de alunos e professores, através da mostra de trabalhos e seminários.  Nesta edição, 40 unidades da rede, entre educação infantil, fundamental e EJA, participarão do evento, sendo o público esperado mais de 1300 pessoas.

Assessor de Comunicação – Ricardo Medeiros

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