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Com segurança, crianças da rede municipal de ensino de Florianópolis praticam esportes radicais

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Foto: Divulgação
Ano passado foi o surf, agora é a vez do skate “invadir” as aulas de educação física no NEI Maria Elena, nos Ingleses 

O esporte é um método de ensino imprescindível na educação infantil. Ele ajuda no desenvolvimento das crianças e estimula bons hábitos por toda a vida. No Núcleo de Educação Infantil Municipal de Florianópolis (NEI) Maria Elena da Silva, no bairro Ingleses, o projeto “Esportes Radicais” vem proporcionando a prática dessas atividades com as crianças da instituição.

Em 2016, foi a vez do surf. Este ano, a professora de educação física Luiza Oliveira de Liz escolheu como foco o skate, esporte que surgiu mundialmente como alternativa para os surfistas em dia de baixas marés. 

A primeira parte do projeto ocorre na sala de aula, quando é trabalhada a origem e a história do skate, essa prancha pequena, que possui dois eixos, rolamento e quatro rodas.

Para as 198 crianças da unidade, de três a seis anos,  também são mostradas fotos de skatistas, inclusive de praticantes nativos de Florianópolis.

Depois da conversa inicial, é hora da aula prática. Com ajuda das diversas professoras do NEI, as crianças descobrem diferentes posturas e velocidades do equipamento. Para treinar o equilíbrio, os pequenos aprendem a realizar manobras, como deslizarem em uma rampa. Também faz parte da prática desse esporte o salto, que é estimulado nas aulas de educação física por meio de uma série de brincadeiras, entre as quais a de pular corda. 

De acordo com Luiza Oliveira, desde o início do projeto com os skates foi perceptível o desenvolvimento dos saltos e do equilíbrio das crianças. As mais velhas, de cinco e seis anos, e até algumas de quatro, já aprenderam a andar em pé no skate. Porém, Luiza diz que esse não é o objetivo. “O importante é que a criança encare o desafio, participe e experimente se locomover de uma maneira diferente: sentada, deitada, ajoelhada ou em pé”.

A prática do esporte ocorre na rampa do NEI Maria Elena e também na quadra do vizinho NEI Gentil Mathias da Silva. Segundo Luiza,  proporcionar o contato com o skate em diferentes espaços contribui para o desenvolvimento das crianças e amplia a apropriação da atividade por elas.

A turminha possui os equipamentos necessários  de segurança : capacete, joelheira e cotoveleira,  doados pelas famílias.

A professora conta que pretende levar a criançada para conhecer uma pista de skate de verdade e fazer contato com um skatista profissional. 

Pequenos surfistas 

Ano passado, o esporte escolhido para ser trabalhado no projeto “Esportes Radicais” foi o surf. A proximidade com as dunas e o mar inspirou as professoras a dar início à atividade com a criançada. Além disso, Luiza, que tem 28 anos, é surfista há dois.
Os pequenos de cinco e seis anos conheceram movimentos do esporte, equipamentos, como pranchinhas e roupas de borracha, além de assistirem a vídeos de adultos e crianças deslizando sobre as ondas e praticando manobras.

As aulas práticas foram realizadas diretamente na praia. O ensino foi individual. Enquanto uma professora estava responsável por uma criança, as demais brincavam e interagiam com as famílias e amigos. Conforme Luiza Oliveira, foram disponibilizados bolas de vôlei e futebol, frescobol e brinquedos para areia.  Mas o que os pequenos buscavam mesmo era o mar e experimentar as pranchas. 

Através do surf, as crianças desenvolvem uma  consciência corporal e de coordenação de movimentos. “Ao conhecerem mais sobre este esporte e suas variações, ampliam seu repertório cultural”, complementa a professora. 

Além de Luiza, apoiaram as as aulas de surf as professoras Jaqueline, Daiane, Sandra , Fernanda, Denize e Anna Claudia. 

“Acreditamos que essas interações, entre a instituição e a família, estreitam os vínculos e motivam práticas saudaveis na comunidade”, completa Luiza. 

Desenvolvimento infantil 

De acordo com o secretário de Educação de Florianópolis Maurício Fernandes Pereira, a prática do esporte desde criança é essencial para a saúde e o bem-estar do futuro adulto. “Com o esporte, a criança faz amigos, aprende a seguir regras, melhora a coordenação motora e tem mais responsabilidade e compromisso”, finaliza. 

Dropando 

Luiza não tem pretensão em integrar algum tipo de competição no surf. “Surfo pra descansar, ficar em contato com a natureza, pra me divertir”.

Ela participa do movimento “Elas Também Dropam”, que  promover ações coletivas em prol do surf feminino.  “Muitas vezes esquecido e não valorizado”, salienta a professora.

O Movimento surgiu em 2015 por  intermédio de Tina Vilela. Dropar significa iniciar a descida de uma onda em cima de uma prancha.


Luiza é membro atuante também do  Grupo Independente de Professores de Educação Física que atuam na educação infantil . Um grupo de estudos desta profissão.


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