Evento reúne alguns dos principais investigadores do Brasil e do mundo

Por meio de sua Comissão de Epidemiologia, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) realiza de 07 a 11 de outubro, em Florianópolis (SC), o X Congresso Brasileiro de Epidemiologia com o tema Epidemiologia em Defesa do SUS: formação, pesquisa e intervenção.

Campo científico de alta e qualificada produção acadêmica e em diálogo direto com a realidade dos serviços de saúde, a Epidemiologia brasileira prepara seu principal evento, o Congresso Brasileiro de Epidemiologia, que chega à décima edição com previsão de reunir mais de 4 mil participantes, entre docentes, pesquisadores, estudantes de graduação e de pós-graduação e profissionais dos serviços de saúde. 

Nas nove edições anteriores, o evento permitiu o encontro e a troca de experiências e conhecimentos entre diversos profissionais, ajudando a impulsionar o desenvolvimento da epidemiologia nacional. Neste ano, a pujança da área ganhou ainda mais força e visibilidade. A Comissão Avaliadora recebeu 5.228 trabalhos, um recorde entre os eventos da área da Saúde Coletiva. Foram quase dois meses de trabalho para que os 390 avaliadores de todo o Brasil conseguissem identificar os mais relevantes. Ao final, 3.700 trabalhos foram aprovados para compor as sessões de pôsteres dialogados e de comunicações coordenadas do Congresso. Os temas com maior quantidade de envio de trabalhos foram “Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde”, “Epidemiologia das doenças crônicas não-transmissíveis”, “Epidemiologia das doenças transmissíveis” e “Epidemiologia nutricional”. 

Antônio Fernando Boing, professor do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e presidente do X Congresso Brasileiro de Epidemiologia, ressalta a importância do temário do evento, que foi devidamente abraçado pelos proponentes dos trabalhos. “Nosso objetivo é organizar um congresso que não só analise a produção científica e o atual quadro sanitário do Brasil, mas que também pense o futuro da Epidemiologia brasileira e que inspire os congressistas a refletirem sobre o papel dessa área do conhecimento na melhoria das condições de vida das pessoas”.

Maria Amélia Veras, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e presidente da Comissão Científica, destaca que a escolha do tema central do congresso visa destacar o Sistema Único de Saúde (SUS) como uma das principais conquistas sanitárias e da democracia deste país. “Escolhemos este tema por referenciar o atual contexto político e institucional que perpassa o Brasil, dando a devida importância que o SUS tem para a saúde da população e fazer pensar de que maneira instrumental o arcabouço da Epidemiologia pode fortalecer esse sistema”.

Por dentro do evento: O X Congresso Brasileiro de Epidemiologia terá dois momentos. Nos dias 07 e 08, acontecerá o pré-congresso nas dependências das UFSC, quando serão oferecidas cerca de 42 cursos e oficinas aos inscritos. É nesse período que grupos de pesquisa nacionais aproveitam para fazer seus próprios encontros e são realizadas as atividades da Comissão de Epidemiologia da Abrasco e de alguns grupos temáticos da Associação. 

As conferências, mesas-redondas e demais sessões científicas serão organizadas no CentroSul Centro de Convenções. A abertura oficial será na noite de 08 de outubro. Após a mesa de abertura, Jairnilson Paim, professor decano do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) e um dos intelectuais de maior renome do campo da Saúde Coletiva e do pensamento brasileiro, fará a conferência “A Epidemiologia em defesa do SUS: mas qual SUS?”, no qual debaterá a relação entre os campos da Epidemiologia e da Política, Planejamento e Gestão em Saúde diante da atual conjuntura nacional. 

Nos demais três dias, o X Congresso Brasileiro de Epidemiologia seguirá um desenho de evento já consagrado nas edições anteriores, com as conferências centrais acontecendo pela manhã, das 10 às 11 horas, e à noite, das 18h20 às 19h30; duas sessões de comunicações coordenadas; uma sessão dedicada aos pôsteres e seis faixas para mesas-redondas e palestras. Ao total, serão cerca de 250 atividades científicas com grandes nomes da ciência brasileira e internacional, como Cesar Victora (UFPel); Victor Kipnis (National Cancer Institute/EUA); Iveta Simera (Oxford University/UK); David Stuckler (Oxford University/UK); Maria do Carmo Leal (ENSP/Fiocruz); Catherine Deneux-Tharaux (Inserm/França); Maurício Barreto (Cidacs-IGM/Fiocruz); Celina Turchi (CPqAM/Fiocruz), entre outros 200 convidados. 

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