Ebias fica  na Cachoeira do Bom Jesus Foto : Ricardo Moura
Um dos exemplos é o trabalho realizado na Intendente Aricomedes da Silva

A Escola Básica Municipal de Florianópolis Intendente Aricomedes da Silva (Ebias)  é responsável por  740 estudantes, dos quais  57 são considerados público da educação especial. Possuem  deficiência sensorial, intelectual, Transtorno do Espectro Autista/TEA ou altas habilidades/superdotação).  Assim como os demais, estes estudantes têm o apoio de uma estrutura pedagógica para as aulas não presenciais. 

Na unidade educativa, situada na Cachoeira do Bom Jesus, há duas professoras da educação especial e seis professores auxiliares da educação especial, que estabelecem parcerias com os professores regentes das diferentes turmas, prioritariamente onde há estudantes com deficiência. O objetivo é planejar junto, para criar estratégias pedagógicas que promovam acesso ao conhecimento e fortaleçam a docência inclusiva. 


Aliada a esta ação, foi criada uma rede de atendimento personalizado e direto com as famílias. Para isso, é considerado  a especificidade do estudante e de seus responsáveis. 

O principal canal de comunicação é o whatsapp. Cada estudante e família estão vinculados, inicialmente, a um profissional da educação especial que envia atividades customizadas, apropriadas às especificidades de cada um, acompanha o desenvolvimento das tarefas, identifica as necessidades, sugere alternativas e oferece recursos. Isso implica, em alguns casos, a entrega de materiais didáticos pedagógicos na casa do estudante, como jogos, livros e atividades impressas.  


“São tempos difíceis para todos e essas famílias acabam ficando longe dos atendimentos especializados, com rotinas alteradas e por vezes com poucas condições de oferecer os serviços necessários aos seus filhos com deficiência”, diz Rosângela Kittel, professora da Educação Especial da Ebias.

Isabela da Silva,  do 3º ano realizando
as atividades em casa,
 com auxílio da mãe
Na Escola estão matriculadas 18 crianças com deficiência intelectual, 7 com transtorno do espectro autista, 1 cego, 4 com deficiência múltipla e 27 com altas habilidades/superdotação.

No Facebook da Ebias, assim como no Portal Educacional da Secretaria de Educação,  há diversos exemplos de atividades planejadas a partir do princípio do Desenho Universal Aplicado à Aprendizagem (DUA).  

Trata-se de um conjunto de possibilidades, com materiais flexíveis, técnicas e estratégias, para que o estudante fique motivado, compreenda e realize as atividades propostas. 

É uma metodologia orientada e aplicada em toda a rede municipal de ensino municipal, considerando a singularidade de cada estudante. O Desenho Universal é um grande aliado neste sentido, auxiliando na busca por encontrar a melhor forma de alcançar cada criança e adolescente, frisa Ana Paula Felipe, coordenadora de Educação Especial da Secretaria de Educação.


Conforme Rosângela Kittel, ao planejar uma atividade o professor precisa pensar quem são os estudantes. Se há cego na turma, ou deficiente intelectual, disléxico, com transtornos de aprendizagem. 

“Enfim, precisa considerar que existem diferentes estilos de aprendizagem naquela turma. Uns irão aprender mais ouvindo, outros precisam de exemplos e indicações concretas, outros de suporte em Braille ou em Libras”.

ANOS INICIAIS-LIBRAS

As professoras regentes e as professoras auxiliares da educação especial diversificaram a forma de apresentação das tarefas e apoiaram a estrutura com o uso da Língua Brasileira de Sinais. Há nessas turmas (1º e 2º ano) estudantes com deficiência múltipla que usam a LIBRAS como comunicação alternativa. 

Essa língua também foi introduzida para toda turma como projeto.

“Na primeira reunião de pais no início do ano letivo, tivemos depoimentos incríveis de familiares acerca do impacto que essa ação promoveu na interação familiar”, lembra Rosângela Kittel.

ANOS FINAIS

Há exemplos online de atividades para todas as turmas de anos finais da escola, planejada e organizada pelo professor regente e professoras da Educação Especial.


Eles dispõem de um programa (balabolka) muito usado para adaptar materiais para estudantes cegos, que transforma arquivos de word em MP3 aliado ao movie maker. Apresenta o conteúdo de maneira que estudantes cegos, disléxicos, com deficiência intelectual e aqueles que ainda não dominam a escrita, possam acessar. 

Markus Vinicius Magalhães de Melo Araújo, estudante do 1º ano
INCLUSÃO GERAL

O trabalho realizado com os estudantes com deficiência na rede municipal de ensino  é uma ação articulada, envolvendo todos os professores que estão em contato com os matriculados. 

A Secretaria de Educação conta com  39 salas multimeios, sendo uma delas para o atendimento específico para o público da Educação de Jovens, Adultos e Idosos, a EJA. 

“É papel de cada professor que faz o atendimento educacional especializado conhecer o contexto do estudante. Desta forma, viabilizar, em conjunto com os demais profissionais, as estratégias de trabalho. A parceria é indispensável para o êxito do processo inclusivo”, relata o secretário de Educação, Maurício Fernandes Pereira.

O secretário também lembra  que a rede municipal de ensino também tem no seu  Portal Educacional  uma aba chamada “inclusão já”, com atividades, vídeos, curtas-metragens, sugestões de filmes e leituras com acessibilidade.

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